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Amares em destaque no "Terras do Homem" PDF Print E-mail

O processo de divulgação da secção de voleibol do FC Amares continua a ser desenvolvido, tendo sido destacado no Jornal "Terras do Homem".

 

Acompanhe a noticia aqui.

 
As posições do Voleibol PDF Print E-mail

Para quem não está dentro do mundo do voleibol, pode dizer que existem apenas duas. As atacantes e as passadoras. Pois bem, tal não é verdade. Existem 5 posições de campo numa equipa de voleibol, e cada uma delas com especificidades bem definidas.

 

As entradas ou Zona 4, jogadores que tal como o seu próprio nome indica, actuam na entrada da rede, mais especificamente na Zona 4. Um jogador que actue nesta posição deve ter uma elevada eficácia de ataque. O rendimento da equipa depende muito da eficácia deste ataque, pois os jogadores mais solicitados são os atacantes de Zona 4. Isto porque perante a recepção de maior dificuldade serem o único ponto de ataque disponível para o distribuidor. Os jogadores de Zona 4 devem ter também como ponto forte a recepção

Características importantes:

     - Receptores prioritários

     - Muito forte tecnicamente, rápido e versátil

     - Capacidade de ultrapassar blocos duplos e triplos bem montados

     - Muito forte no block-out

     - Versatilidade no ataque forte

     - Capacidade de atacar vários tipos de bola: alta, tensa, interior, exterior.

 

entrada

Os opostos ou saídas, jogadores que actuam na saída da rede, mais especificamente na Zona 2. O jogador oposto apresenta comportamentos ofensivos diferentes em função da zona de ataque. Este tipo de jogador deve ser capaz de efectuar ataques de 2ªlinha com grande eficácia, assim como deve ser forte na acção de bloco. Actua numa zona de ataque rápido, utilizada para desequilibrar o bloco adversário.

Características importantes: 

     - Ataque forte de 2ªlinha

     - Versatilidade no ataque rápido

     - Capacidade de ultrapassar blocos individuais

     - Forte na acção de bloco.

 

saida

 

 

Os Centrais, jogadores que actuam no centro da rede, mais especificamente na Zona 3. O Jogador central deve apresentar grande rapidez de execução de ataque, bem como rapidez no deslocamento ao longo da rede para efectuar bloco. Normalmente são os jogadores mais altos da equipa, pois devem ser fortes na acção de bloco. Devido à característica do ataque rápido, este ponto de ataque tem uma maior importância e eficácia com uma recepção forte.

Características importantes:

     - Versatilidade no ataque rápido

     - Forte na acção de bloco

     - Rapidez de deslocamento

     - Capacidade de analisar o jogo adversário

 

central

Os distribuidores, jogadores fulcrais no desenvolvimento da manobra ofensiva da equipa. Jogador que deve analisar a sua própria equipa, bem como a equipa adversária em todos os momentos de jogo. Esta análise influencia a sua decisão de passe, e consequentemente a eficácia da equipa no ataque. o distribuidor deverá conhecer profundamente os seus atacantes, zonas e tempos de ataque preferidos, bem como o posicionamento e disponibilidade destes a cada momento. Deve ser um jogador rápido e com facilidade de passe.

Características importantes:

     - Rapidez de deslocamento

     - Facilidade de passe

     - Capacidade de análise rápida

     - Bom posicionamento defensivo.

 

distribuicao

O Libero, jogador que actua apenas em posições defensivas, não podendo atacar em nenhuma situação de jogo. Deve ser rápido, com um bom sentido de posicionamento defensivo. Considerado como especialista em defesa/recepção. Entra em campo para substituir jogadores com menores capacidades de defesa/recepção.

Características importantes:

     - Rapidez de deslocamento

     - Grande capacidade de defesa

     - Voluntarioso

     - Sempre predisposto a defender (Além de saber, é preciso querer defender)

 

libero

De notar que em cada uma destas posições existem outras especificidades a serem verificadas, mas esta é uma óptica geral para cada posição.

 

Até uma próxima oportunidade,

 

Mário Azevedo

 
Olhar de uma capitã PDF Print E-mail

Carina Costa, capitã da equipa de Voleibol Junior, dá-nos a conhecer a sua opinião sobre como correu o ano de iniciação ao voleibol de competição.

 

CarinaA equipa de Juniores do FC Amares que se iniciou em Novembro de 2009 é composta, neste momento, por 20 atletas.

 

Na minha opinião, esta equipa têm ainda muito para aprender, existe muito trabalho a fazer e há meia dúzia de “problemas” que precisam de ser resolvidos para que consigamos evoluir e apresentar resultados.

 

Para podermos aprender, contámos com a ajuda de um treinador bastante paciente que, com as suas constantes e insistentes correcções, tem vindo a fazer de nós (melhores) jogadoras de voleibol.

 

Quanto ao trabalho que é preciso desenvolver, também necessitámos da ajuda do nosso treinador mas, essa parte depende essencialmente de nós, atletas. Sem esforço, empenho, dedicação, vontade de aprender da nossa parte, pouco poderá o treinador fazer.

 

No que diz respeito aos “problemas” que precisam de ser resolvidos, aqui é que as coisas me parecem um pouco mais difíceis de superar. A equipa é grande, são muitas jogadoras, personalidades diferentes, pessoas que ainda não se conhecem e, como tal, ainda não se respira espírito de equipa e de união dentro do grupo. Falta aprendermos a lidar umas com as outras, dentro de campo, em jogo, e nos treinos; falta conseguirmos superar as nossas diferenças, compreendermos que temos um objectivo em comum e que é em prol desse objectivo que temos que lutar. Outro dos problemas prende-se com os treinos e, em relação a este ponto, importa referir duas coisas: uma é o facto de só termos dois treinos por semana, de 1h e 30m cada um, quando o ideal seria termos, pelo menos, três treinos semanais de 2h cada um; a outra está relacionada connosco e só nós a poderemos resolver. São poucas as atletas assíduas e isso dificulta o rendimento do treino, o processo de conhecimento e integração, que muita falta faz, a evolução da equipa, etc. É necessário que as atletas comecem a cumprir compromissos, a definir prioridades. Isso levará a que seja criado um espírito de seriedade e de responsabilidade que também muita falta faz a esta equipa.

 

O nosso treinador farta-se de referir o facto de ainda termos “um longo trabalho pela frente até estarmos realmente a jogar voleibol” e como já acima referi, esse trabalho depende, em grande parte, de nós. Pois bem meninas, apesar das nossas diferenças, temos toda uma coisa em comum: adorámos Voleibol! Tenho a certeza que todas desejámos o mesmo para esta equipa: sucesso! Estou certa, não estou? Pois então, vamos lá unir esta equipa, superar as nossas dificuldades, empenharmo-nos a 100% em cada treino. O Voleibol é um desporto de equipa, só todas juntas, ligadas pela mesma motivação, é que conseguiremos evoluir.

 

Bem, que olhar crítico é este o da capitã, dirão muitos. Sim, tenho um espírito muito crítico, mas o que aqui escrevi não são simples críticas, são reconhecimentos das fragilidades e dificuldades que a nossa equipa apresenta. São as chamadas críticas construtivas, escritas com a melhor das intenções: a de chamar a atenção de todas as atletas para as dificuldades que juntas teremos que suprimir. São escritas pelo facto de desejar o melhor para esta equipa, pelo facto de acreditar que, se todas colaborarmos, estas dificuldades deixarão de existir. São escritas porque tenho esperanças de que consigamos construir uma verdadeira equipa!

 

Por último, importa referir que, o facto de eu ter optado por reflectir sobre as nossas dificuldades e obstáculos não significa que tenhamos uma má equipa, pelo contrário, existe bastante potencial entre as jogadoras que fazem parte deste plantel. Aproveito também para afastar a imagem negativa que as minhas palavras possam conferir à equipa que, apesar do longo caminho que tem para percorrer, irá com certeza, apresentar evolução e resultados, num futuro próximo.

                                                                                                          Carina Costa.

 

 
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