| Olhar de uma capitã |
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| Tuesday, 18 May 2010 15:56 |
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Carina Costa, capitã da equipa de Voleibol Junior, dá-nos a conhecer a sua opinião sobre como correu o ano de iniciação ao voleibol de competição.
Na minha opinião, esta equipa têm ainda muito para aprender, existe muito trabalho a fazer e há meia dúzia de “problemas” que precisam de ser resolvidos para que consigamos evoluir e apresentar resultados.
Para podermos aprender, contámos com a ajuda de um treinador bastante paciente que, com as suas constantes e insistentes correcções, tem vindo a fazer de nós (melhores) jogadoras de voleibol.
Quanto ao trabalho que é preciso desenvolver, também necessitámos da ajuda do nosso treinador mas, essa parte depende essencialmente de nós, atletas. Sem esforço, empenho, dedicação, vontade de aprender da nossa parte, pouco poderá o treinador fazer.
No que diz respeito aos “problemas” que precisam de ser resolvidos, aqui é que as coisas me parecem um pouco mais difíceis de superar. A equipa é grande, são muitas jogadoras, personalidades diferentes, pessoas que ainda não se conhecem e, como tal, ainda não se respira espírito de equipa e de união dentro do grupo. Falta aprendermos a lidar umas com as outras, dentro de campo, em jogo, e nos treinos; falta conseguirmos superar as nossas diferenças, compreendermos que temos um objectivo em comum e que é em prol desse objectivo que temos que lutar. Outro dos problemas prende-se com os treinos e, em relação a este ponto, importa referir duas coisas: uma é o facto de só termos dois treinos por semana, de 1h e 30m cada um, quando o ideal seria termos, pelo menos, três treinos semanais de 2h cada um; a outra está relacionada connosco e só nós a poderemos resolver. São poucas as atletas assíduas e isso dificulta o rendimento do treino, o processo de conhecimento e integração, que muita falta faz, a evolução da equipa, etc. É necessário que as atletas comecem a cumprir compromissos, a definir prioridades. Isso levará a que seja criado um espírito de seriedade e de responsabilidade que também muita falta faz a esta equipa.
O nosso treinador farta-se de referir o facto de ainda termos “um longo trabalho pela frente até estarmos realmente a jogar voleibol” e como já acima referi, esse trabalho depende, em grande parte, de nós. Pois bem meninas, apesar das nossas diferenças, temos toda uma coisa em comum: adorámos Voleibol! Tenho a certeza que todas desejámos o mesmo para esta equipa: sucesso! Estou certa, não estou? Pois então, vamos lá unir esta equipa, superar as nossas dificuldades, empenharmo-nos a 100% em cada treino. O Voleibol é um desporto de equipa, só todas juntas, ligadas pela mesma motivação, é que conseguiremos evoluir.
Bem, que olhar crítico é este o da capitã, dirão muitos. Sim, tenho um espírito muito crítico, mas o que aqui escrevi não são simples críticas, são reconhecimentos das fragilidades e dificuldades que a nossa equipa apresenta. São as chamadas críticas construtivas, escritas com a melhor das intenções: a de chamar a atenção de todas as atletas para as dificuldades que juntas teremos que suprimir. São escritas pelo facto de desejar o melhor para esta equipa, pelo facto de acreditar que, se todas colaborarmos, estas dificuldades deixarão de existir. São escritas porque tenho esperanças de que consigamos construir uma verdadeira equipa!
Por último, importa referir que, o facto de eu ter optado por reflectir sobre as nossas dificuldades e obstáculos não significa que tenhamos uma má equipa, pelo contrário, existe bastante potencial entre as jogadoras que fazem parte deste plantel. Aproveito também para afastar a imagem negativa que as minhas palavras possam conferir à equipa que, apesar do longo caminho que tem para percorrer, irá com certeza, apresentar evolução e resultados, num futuro próximo. Carina Costa.
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A equipa de Juniores do FC Amares que se iniciou em Novembro de 2009 é composta, neste momento, por 20 atletas.